Produtividade vs Cartão Ponto

Cartão ponto, o temido! Grande parte das pessoas que trabalha em uma empresa e precisa bater ponto simplesmente odeia fazer isso! E eu sei como é, já passei por isso e também não gostava nem um pouco…

Essa cultura brasileira do cartão ponto é bastante ruim e acaba sendo o oposto do que é praticado em países mais desenvolvidos onde o foco é menos no horário de trabalho e mais na produtividade. Eu conheci essa outra cultura quando entrei na IBM em 2006 e comecei a trabalhar com os norte-americanos. Veja só no vídeo o que eu descobri:

 

 

Assim que eu entrei na IBM e comecei a trabalhar no modelo home-office, eu levei um choque. Por muitos anos eu fui acostumado a bater o ponto às 8h30, 12h30, 13h30 e 17h30 (com no máximo 15 minutos de tolerância). Se eu não tivesse muitas tarefas pra executar, não tinha importância: o importante era estar sempre dentro das empresas nos horários determinados.

E com o passar do tempo isso começou a me desestimular. Por diversas vezes eu tinha coisas mais importantes da minha vida pra fazer, mas eu tinha que fica “preso” dentro da empresa, mesmo que estivesse ocioso. Essa é a terrível cultura brasileira do cartão ponto, apoiada por uma legislação (CLT) totalmente defasada e desconectada da forma como as coisas funcionam no mundo de hoje.

Quando eu passei a trabalhar na IBM, a coisa mudou da água pro vinho. Ninguém mais queria saber se eu estava trabalhando das 9h às 18h. Eu podia trabalhar o horário que eu quisesse, contanto que eu fizesse o que era pra ser feito. Foi nesse momento que eu parei de viver a cultura do relógio e passei a viver a cultura da produtividade.

E sabe o que eu descobri? Que quando você trabalha nos horários onde você está mais ativo, você rende mais. Por muitas vezes eu trabalhava à tarde e à noite e podia acordar mais tarde pela manhã. Ou então comecei meu final de semana na sexta-feira já no horário do almoço.

Você já parou pra pensar o tempo do seu dia que você perde quando trabalha em um escritório? Primeiro pra se deslocar de casa do trabalho e do trabalho pra casa (e olha que dependendo de onde você mora, 2h do seu dia já se foram só nisso…). E no ambiente de trabalho é o telefone que não para de tocar, reuniões inúteis intermináveis, cafezinhos e bate-papos… É por essas e outras que apenas 39% do tempo que você está na empresa é realmente produtivo (veja aqui a reportagem).

E eu estou falando tudo isso pra você por um simples motivo: quero inspirar você a fazer o mesmo! Não tem nada errado você gostar de ir pro escritório e bater ponto. O que é errado é você fazer isso todo dia e não estar feliz com essa situação!

Talvez hoje você pense que não há uma solução pra você sair de onde está, mas acredite: você tem opções! Se você procurar fora da sua zona de conforto, você vai perceber que pode continuar trabalhando com programação e ao mesmo tempo ter a liberdade que você deseja. O nicho da programação permite a você esta possibilidade.

Abrir uma empresa, se aventurar como freelancer ou continuar no mercado CLT trabalhando como home-office são 3 opções que você tem já de cara, sem precisar pensar muito. E se você hoje está infeliz, convido você a começar a pensar fora da caixa e buscar alternativas pra você 🙂

Quem aí está traçando um plano pra viver uma vida mais livre e continuar na área de programação?

Sobre o autor

Carlos Tosin

Carlos Tosin

Carlos Eduardo Gusso Tosin é formado em Ciência da Computação pela PUC-PR, pós-graduado em Desenvolvimento de Jogos para Computador pela Universidade Positivo, Mestre em Informática na área de Sistemas Distribuídos, também pela PUC-PR. Trabalha profissionalmente com Java desde 2002 e possui 6 anos de experiência no desenvolvimento de sistemas para a IBM dos Estados Unidos, utilizados a nível mundial. Atua desde 2005 com treinamentos de profissionais em grandes empresas e escreveu diversos artigos para a revista Java Magazine. Possui as certificações da Sun (agora Oracle) SCJP, SCJD,SCWCD, SCBCD, SCEA, IBM SOA e ITIL Foundation.

Comentários (11)

  • Jefferson de Oliveira santos

    Achei a ideia interesante o poblena que eu nao consigo aprender a programar nem meamo na faculdade e com varios cursinhos da Udemy recentemente adiquiri um servixo de vcs para ver se me encaixo em algum lugar, trabalbo em uma wmpresa de telwfone como calcenter isao e foda mas e oque consegui de trabalho.

    • Adriano

      Primeiro volta para o ensino fundamental e melhora esse português, aí depois quem sabe você tenta aprender a linguagem da programação.

      • Marco

        Cara como você conseguiu ir para faculdade com este português pelo amor de Deus é por isso que este país não vai para frente eita aprovação continuada.

  • Adão

    Muito boa essa idéia, tenho estudado muito para tentar viver do que gosto, “fazer o que gosto para não precisar trabalhar nenhum dia a mais”.
    Quando eu faço o que gosto não vejo como um trabalho e sim como um hobbie.

    • Carlos Tosin
      Carlos Tosin

      Essa é a ideia! Fazer o que gosta é a diferença entre realmente “viver” ou apenas “sobreviver”. Abraço!

  • Tiago Souza

    Com certeza chegarei lá.
    Vocês são feras!
    Parabéns.

  • Henrique

    Parabéns pelo artigo, esse é um sonho que tenho. Sou desenvolvedor Oracle, ainda no início da jornada, meu sonho(foco) é me tornar sênior em Oracle e mergulhar em java, eu quase comprei o curso de Java Web da Softblue, mas não tinha condições de comprá-lo na data que lançou, mas não perdi as esperanças, assim que der, vou comprar e mergulhar nesse novo mundo!

    Obrigado Carlos!!!

    • Carlos Tosin
      Carlos Tosin

      Continue batalhando aí que vai dar tudo certo! Abraço! 🙂

  • Giovani André

    Carlos, bom dia! Excelente vídeo! Realmente inspirador, principalmente para este momento da minha vida, em que pretendo justamente me libertar das “amarras” que tornam meu trabalho engessado e me impedem de crescer, que me mantém acomodado em uma falsa segurança.
    Obrigado por mais estas dicas que com certeza auxiliam muito!

Deixe uma resposta para Giovani André Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *