Java não entra na sua cabeça? Esse é o motivo…

Em 2001 eu estava na universidade cursando o 2o ano do curso de Ciência da Computação e fui apresentado pela primeira vez ao Java e à temida orientação a objetos.

Cara… que sofrimento… Aquilo simplesmente não entrava na minha cabeça!

Também pudera: até o momento meu universo era Clipper e C, e não é fácil mudar a forma de pensar do dia pra noite.

E quando eu ia pro laboratório pra praticar orientação a objetos usando Java, era triste de ver: eu olhava pra aquelas classes, aqueles operadores new(), aquelas heranças com extends e eu realmente ficava muito preocupado com o meu futuro…

Felizmente consegui vencer essa etapa e passei na matéria (mesmo não tendo aprendido praticamente nada…).

No ano seguinte, o Java apareceu de novo na minha frente, agora na cadeira de Programação Concorrente.

Se já é difícil você entender quando o programa tem 1 único fluxo de execução, imagine entender como funcionam programas com 2, 3, 4 ou mais fluxos de execução simultâneos.

Vou ser sincero com você: se você quer fazer alguém pegar raiva de uma linguagem de programação, essa é a receita!

Pra encurtar a história, minha experiência com Java na faculdade foi traumática, a ponto de eu ter colocado na minha cabeça que eu não queria mais saber de Java.

Mas houve uma reviravolta

Em 2002 eu decidi aceitar uma oferta de estágio de uma empresa em Curitiba, e adivinhe só com o que eu descobri que ia trabalhar?

Isso mesmo: com Java!

Nessa hora bateu aquele desespero, tipo: “mas eu não sei p* nenhuma de Java, e muito menos de orientação a objetos!”.

Minha primeira tarefa era adicionar suporte à internacionalização em um sistema web desenvolvido em Java de um grande cliente.

E com muito empenho e dedicação (e horas extras e expediente no fim de semana), eu consegui cumprir a missão!

E o mais curioso disso tudo é que, quando o Java e a orientação a objetos entraram na minha cabeça, minha opinião sobre a linguagem mudou da água pro vinho.

Agora eu era um cara apaixonado por Java e tinha certeza de que orientação a objetos era uma das melhores coisas que já foram inventadas!

A partir desse momento minha carreira decolou e foi construída toda em cima do Java.

Aprendi muita coisa, conquistei 5 certificações oficiais e estou até hoje vivendo e respirando Java, que é pra mim uma das linguagens de programação mais incríveis e completas que existem (e olhe que nesse tempo todo eu tive oportunidade de programar em pelo menos 12 linguagens de programação diferentes).

 

Você também tem traumas e dificuldades com Java?

Eu estou te falando tudo isso porque existe uma grande probabilidade de você ter passado (ou estar passando) pelas mesmas dificuldades que eu passei…

Você acha que Java é uma linguagem dificílima?

Java não entra na sua cabeça?

Você acha que o Java é um muro que está na sua frente e que você simplesmente não consegue pular pro outro lado?

Se você respondeu “SIM” pra pelo menos uma dessas perguntas, quero afirmar pra você: dificilmente seu problema é com a linguagem Java.

Eu realmente acredito que o seu maior problema seja com a orientação a objetos.

Afinal de contas, um programador que não entende a orientação a objetos (e existem muitos nessa situação) não consegue avançar nos estudos da linguagem, e no final acaba colocando a culpa no coitado do Java, que não tem nada a ver com isso.

E eu sei como é isso, pois eu passei pela mesma situação que você…

Eu também achava que não sabia Java quando comecei, mas quando parei pra refletir eu descobri que isso não era verdade.

Afinal de contas, eu conhecia a sintaxe, os comandos e sabia escrever códigos.

Mas eu patinava mesmo era na orientação a objetos!

Não sabia quando criar uma classe, não entendia como os objetos se relacionavam…

Enfim, toda essa parte era um grande mistério pra mim!

 

Estes são os 4 PASSOS que vão fazer você dominar a orientação a objetos

Certamente agora você está pensando: “mas Carlos, como eu faço pra conseguir aprender a orientação a objetos, evoluir dentro do Java e tirar da minha cabeça essa ideia de que Java é uma linguagem dificílima?”.

Que bom que você perguntou 🙂

Vou revelar pra você agora os 4 passos que vão te ajudar a virar esse jogo!

Vamos lá:

 

PASSO #1. Enxergue que a orientação a objetos já faz parte da sua vida, no seu dia a dia

Eu costumo dizer pras pessoas que a vida é orientada a objetos!

Olhe à sua volta e perceba a quantidade de objetos com os quais você interage.

Quando você precisa ligar pra alguém, você pega seu telefone, disca um número e fala com a pessoa que está do outro lado da linha.

Quando você está com fome, você vai até a geladeira e pega algo pra beliscar.

Quando você está com frio, você vai até o armário, escolhe um casaco e veste.

O seu dia a dia é feito de interações entre objetos: quando você precisa de algo que você não sabe ou não tem competência pra fazer, você delega isso pra outro objeto!

E sistemas orientados a objetos são exatamente isso: uma série de objetos que se comunicam para atingirem objetivos.

Aliás, você próprio também é um objeto e certamente recebe solicitações de outros objetos durante o dia, como seu chefe ou o seu celular (que a toda hora envia notificações pra você e te força a ficar atento pra saber o que está havendo).

Cada um desses objetos foi criado respeitando uma determinada estrutura, que define algumas características básicas sobre como eles serão. Essas estruturas são chamadas classes.

Além disso, quando as pessoas se casam e têm filhos, algumas de suas características são herdadas por eles. É a herança entrando em ação.

Objetos, classes, herança… Esses são alguns dos conceitos que formam a base da orientação a objetos, e todos eles já são intuitivos pra você!

Quando eu estou criando um sistema orientado a objetos, eu tenho sempre em mente que cada objeto do sistema é como se fosse um objeto com o qual eu interajo no meu dia a dia.

Eu me coloco no lugar do objeto e penso:

“Se eu fosse esse objeto, o que eu faria?”

“Com quem eu precisaria conversar pra resolver esse problema?”

“Que informações eu preciso passar pra esse outro objeto?”

“O que eu devo responder para quem está me pedindo algo?”

Se você também fizer este exercício e pensar dessa forma, terá um panorama bem mais claro sobre o desenvolvimento e vai passar a enxergar a orientação a objetos com outros olhos.

 

PASSO #2. Aplique rapidamente a teoria da orientação a objetos

Na orientação a objetos não tem como você saber só a teoria ou só a prática: você precisa dos dois!

A teoria da orientação a objetos pode parecer bastante complexa num primeiro momento, mas quando você parte pra prática, pra escrita do código, normalmente essa complexidade acaba diminuindo bastante.

Portanto o que eu recomendo pra você é estudar um pouco da teoria e já aplicar logo em seguida.

E ficar repetindo este processo continuamente.

Se você estudar a teoria completa e só depois praticar, você vai entrar em estado de desespero!

Se você sair praticando sem saber bem a teoria, você vai entrar em estado de paralisia, porque não vai conseguir sair do lugar na hora de escrever código.

E se você não entendeu algo da teoria, não tenha medo de estudar novamente e buscar informações em outras fontes.

Acredite: dominar a orientação a objetos é fundamental para o seu sucesso como desenvolvedor Java!

 

PASSO #3. Não tenha medo do Java: ele NÃO morde

Eu simplesmente não concordo com essa história de que Java é difícil.

Eu acredito que o real problema está na forma como você aprendeu o Java e a orientação a objetos.

Vejo muita gente estudando Java na faculdade e criando essa crença de que Java é difícil.

Acredite, eu entendo o que você está pensando, mas você está mentindo pra si mesmo!

Quando eu tive contato com Java pela primeira vez em 2001 eu também achei que era difícil.

Mas hoje eu vejo que o problema estava na forma como tentaram me ensinar.

A mesma dificuldade que existe em Java existe em C# (que são linguagens semelhantes por derivarem do C/C++), existe em C, existe em Python.

Existe em praticamente qualquer linguagem de programação.

Por isso que sempre que eu estou ensinando Java, eu busco tornar o aprendizado dos alunos o mais fácil (e agradável) possível!

Por exemplo, olha eu ensinando orientação a objetos usando peças de LEGO, em um webinar ao vivo com mais de 3 horas de duração que eu apresentei pra 2.390 pessoas presentes:

 

 

Vejo também muita gente que nunca aprendeu Java dizendo que é difícil, só porque “o amigo do primo do tio do cunhado falou que Java é complicado”.

Uma coisa é fato: o nosso medo vem do desconhecido.

As coisas que mais tememos são aquelas que não conhecemos bem.

Se alguém fica repetindo pra você que Java é difícil, a reação mais natural é você ter medo de aprender (muitas vezes você não quer nem começar a tentar, o que é ainda pior!).

Mas não deixe isso impedir você de seguir em frente!

Programação é treino, treino e mais treino 🙂

Não existe mágica e qualquer pessoa pode aprender!

 

PASSO #4. Não deixe os mitos do Java assustarem você

Você provavelmente já ouviu falar coisas do tipo:

 

  • Java é lento
  • Java é pesado
  • Java está ultrapassado
  • Java vai morrer
  • Java é decoreba
  • Java vai ser pago

 

Todas essas afirmações acima são MITOS!

E o mais curioso é que vários deles são repetidos tantas vezes que muita gente acaba achando que é verdade.

Talvez você não saiba, mas hoje o Java possui a maior comunidade de desenvolvedores do mundo e, de acordo com ranking da Tiobe, é a linguagem de programação mais usada no mundo (e olha que faz pelo menos uns 8 anos que eu escuto que o Java é uma linguagem que está morrendo…).

O Java predomina hoje em sistemas de médio e grande porte que precisam ser escaláveistolerantes a falhas e que contam com um grande volume de acesso e de transações.

Mas isso não significa que ele também não possa ser usado em sistemas de pequeno porte (ele também atende esse nicho).

Portais de grandes bancos, sites de e-commerce de grandes varejistas…

O Java está presente em muitas dessas empresas.

A própria IBM, onde eu trabalhei por 6 anos e que é uma das maiores empresas de software do mundo, talvez seja uma das empresas que mais tem sistemas feitos em Java no planeta!

Só que mesmo assim vejo pessoas com medo de apostar suas fichas no Java.

Ficam sempre com um pé atrás

Se você fizer uma pesquisa rápida sobre vagas abertas no mercado de desenvolvimento no Brasil, você vai perceber que grande parte das vagas é pra trabalhar com Java, com salários muitas vezes maiores do que você um dia sonhou em ganhar…

Por isso eu repito: não deixe tudo isso assustar você!

Vale a pena sim aprender Java e se tornar um desenvolvedor de alto nível.

O mercado precisa de programadores competentes, que são necessários e também escassos (grande parte dos programadores que estão no mercado não estão preparados pra atender as demandas existentes).

Quer a minha ajuda?

Lembra aquela imagem que você viu ali em cima, onde eu estava ensinando orientação a objetos usando peças de LEGO?

Eu preparei um treinamento onde vou te ensinar os principais conceitos da orientação a objetos (como classes, objetos, encapsulamento, herança e polimorfismo) usando peças de LEGO.

O nome dele é: “Usando LEGO para Dominar a Orientação a Objetos em Java 68x Mais Rápido”.

Este treinamento é online, 100% gratuito e tem duração de apenas 1 hora.

E quando terminar, você vai dizer: “caramba, Carlos, aprendi em 1 hora mais do que em 1 semestre inteiro da faculdade!”.

Pode acreditar! 🙂

Clique aqui e reserve agora a sua vaga 100% gratuita.

Sobre o autor

Carlos Tosin

Carlos Tosin

Carlos Eduardo Gusso Tosin é formado em Ciência da Computação pela PUC-PR, pós-graduado em Desenvolvimento de Jogos para Computador pela Universidade Positivo, Mestre em Informática na área de Sistemas Distribuídos, também pela PUC-PR. Trabalha profissionalmente com Java desde 2002 e possui 6 anos de experiência no desenvolvimento de sistemas para a IBM dos Estados Unidos, utilizados a nível mundial. Atua desde 2005 com treinamentos de profissionais em grandes empresas e escreveu diversos artigos para a revista Java Magazine. Possui as certificações da Sun (agora Oracle) SCJP, SCJD,SCWCD, SCBCD, SCEA, IBM SOA e ITIL Foundation.

Comentários (14)

  • Emanoel Moisés

    Gostaria de saber mais

    • Carlos Tosin
      Carlos Tosin

      Dá uma olhada no link ali no final do texto, que tem uma aula muito legal e gratuita pra você 😉

  • Wescley Bueno

    Confesso que suas ilustrações e seus incentivos estão me dando forças para eu encarar e aprender de verdade a linguagem Java. Comprei vários cursos aqui na Softblue sobre a linguagem Java, mas nunca concluir por achar ser difícil, mais agora estou determinado a aprender através de seus incentivos, parabéns, muito obrigado!

  • Edson Toshio

    Olá, gostei de sua explicação sobre a orientação a objetos eambém como encara o dia-a-dia.

  • DAVID SALVO

    sensacional gostei tanto da experiência e me motivou muitíssimo para estudar JAVA…

    • Carlos Tosin
      Carlos Tosin

      Que bom, David! Realmente vale a pena estudar Java sim, pode acreditar. Abraço!

  • Vanderlei Junior

    Só um dos mitos mencionados se tornou realidade: Java para desenvolvedores agora é pago.

  • Atanielle

    Não sei

  • Alison

    Bom dia !
    Sou totalmente leigo na área Java mas gostaria de me ingressar no ramo programação e possível com seu curso ou teria que fazer um outro antes

    • Carlos Tosin
      Carlos Tosin

      Alison, nosso curso de Fundamentos de Java é voltado pra quem está começando agora. Dá uma olhada lá. Abraço!

  • ANTONIO CARLOS GOMES

    Bom dia ,que horas começa a ula de 09:00 de hoje ,já são 09:32 e essa é a segunda vez que eu me matriculo….

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