Preciso saber inglês se quiser ser programador?

Saber inglês se você quiser ser programador: será que é necessário? Essa é uma dúvida muito comum entre os programadores e também entre as pessoas que desejam entrar na área de programação.

Pra responder essa dúvida de uma vez por todas, eu gravei um vídeo falando sobre isso e também dando dicas valiosas pra você que hoje não sabe inglês ou sabe muito pouco. Dá só uma olhada:

 

 

Eu costumo dizer que o inglês é o idioma oficial da programação. Nestes mais de 16 anos trabalhando profissionalmente como programador eu percebi que saber inglês é fundamental se você quiser evoluir nesta área. Se você não souber inglês, você até consegue aprender e se virar, mas uma coisa é fato: você vai perder as melhores oportunidades e o acesso aos melhores acervos de conhecimento se não souber inglês!

Os melhores livros são em inglês, os melhores fóruns são compostos por participantes que falam inglês, os melhores artigos e tutoriais estão em inglês… E até ótimas oportunidades de trabalho exigem inglês!

Vou dar um exemplo real de algo que aconteceu comigo. Eu trabalhei na IBM durante 6 anos. Eu trabalhava na minha casa mesmo, em regime home-office, e as equipes das quais eu fazia parte tinham gente espalhada por todos os cantos de mundo. Nos projetos onde atuei a equipe que gerenciava era dos EUA e os programadores eram do Brasil (meu caso), China, Filipinas, Índia…

Só que este emprego não caiu do céu no meu colo. Eu tinha um professor na pós-graduação de Jogos Digitais que trabalhava na IBM dessa mesma forma e eu me interessei. Conversei com ele e ele me passou o contato pra eu me candidatar. Eu recordo inclusive que foi tudo muito rápido, pois existia uma demanda muito grande de profissionais e pouca gente com o perfil que eles buscavam.

Uma das primeiras perguntas que eu escutei da entrevistadora foi a seguinte: “Para esta vaga é essencial saber inglês. Isto é um problema pra você?“. Eu comecei a estudar inglês muito cedo (com 17 anos eu já havia concluído meu curso que durou 5 anos), portanto aquilo não era um problema pra mim. E saber inglês, aliado ao conhecimento técnico que eu tinha pra vaga, fez com que eu conquistasse o emprego que eu desejava na época na IBM.

Mas se você não sabe inglês ou sabe pouco e quer construir uma carreira de sucesso na área de programação, digo pra você o seguinte: nunca é tarde para começar! Existem hoje diversas opções pra aprender, então veja o que faz mais sentido pra você e corra atrás!

E pra você não se desesperar achando que sua carreira acabou antes mesmo de começar, calma que eu tenho uma dica valiosa pra te dar! 😀

A grande vantagem do inglês aplicado à programação é que ele é um inglês técnico! E inglês técnico é um inglês rápido de você aprender. Quando você começar a ter contato com ele com mais frequência, você vai começar a perceber que os termos se repetem e as coisas começam a fazer sentido.

Faça um teste! Que tal a partir de hoje só procurar conteúdo de programação na internet em inglês? Leia só artigos e livros em inglês, e não vale usar o tradutor pra traduzir a página inteira (no máximo escolha uma ou outra palavra que você tem dificuldade e traduza individualmente. Não sabote você mesmo).

No começo vai ser um pouquinho complicado e você talvez leve um tempo até começar a se familiarizar, mas garanto pra você que depois de 1 mês lendo conteúdo técnico de programação um pouquinho todo dia em inglês, você vai começar a sentir uma grande diferença no entendimento.

E aí, aceita o desafio?

20 minutos por dia de conteúdo em inglês sobre algo do seu interesse em programação, por um período de 30 dias! Depois você vem aqui me contar o resultado que você teve 😀 Eu já vi isso funcionar com outras pessoas, então pode funcionar pra você também!

E você, concorda comigo sobre inglês ser fundamental pra quem quer ter sucesso na área de programação? Compartilhe alguma experiência sua nos comentários abaixo!

Sobre o autor

Carlos Tosin

Carlos Tosin

Carlos Eduardo Gusso Tosin é formado em Ciência da Computação pela PUC-PR, pós-graduado em Desenvolvimento de Jogos para Computador pela Universidade Positivo, Mestre em Informática na área de Sistemas Distribuídos, também pela PUC-PR. Trabalha profissionalmente com Java desde 2002 e possui 6 anos de experiência no desenvolvimento de sistemas para a IBM dos Estados Unidos, utilizados a nível mundial. Atua desde 2005 com treinamentos de profissionais em grandes empresas e escreveu diversos artigos para a revista Java Magazine. Possui as certificações da Sun (agora Oracle) SCJP, SCJD,SCWCD, SCBCD, SCEA, IBM SOA e ITIL Foundation.

Comentários (6)

  • Gustavo Costa

    OLá Carlos,

    Claro que precisa. É OBRIGATÓRIO! Achas que as grandes empresas de TI contratarão as pessoas que não sabem inglês? Não!

    Tem pessoas e programadores escrevendo em chinês e português nos sites internacionais como GitHub, Gravit, Gnome-Look, etc. cuja língua franca é inglês e os desenvolvedores nem os entenderam, por isso, chamaram-nos para traduzir. Não quero ofender, mas acho-os perdedores. Além disso, no YouTube, num vídeo de lição de OpenCV, apresentado, em inglês, por um professor de programação vietnamita e tinha um programador brasileiro perguntando-o em português sem saber ou checar que o Vietnã não fala português ou sem prestar atenção que o vídeo está em inglês! Ou é um estúpido?

    Algumas pessoas acham que todo o mundo sabe chinês ou português, que o único país deste planeta é Brasil ou China e o mundo tem só uma língua oficial: chinês ou português!

    • PAULO EDUARDO AGUIAR SOUSA

      Deixa de ser soberbo rapaz!! vc pensa que é melhor que os outros!!

  • Paulo Felipe

    Acho o cúmulo o seu comentário Gustavo Costa!
    Infelizmente nem todas as pessoas têm condições de fazer um curso de inglês, ou ela paga uma faculdade de programação ou qualquer outra faculdade, ou faz um curso de inglês.
    Mas você pode dizer:
    A mais vai do interesse da pessoa buscar aprender usando outros meios como por exemplo da forma como nosso amigo Carlos Tosin acabou de citar.
    Realmente nesse aspecto até concordo com você, mas deixa eu te fazer uma pergunta. Só porque o cidadão não tem interesse e força de vontade de buscar de alguma forma aprender ter o inglês, mesmo que seja um inglês técnico, significa que o mesmo não pode adquirir conhecimento em um curso ou palestra em inglês, fazendo comentários em português ou chinês, e que de nada valeu a faculdade que ele tenha feito porque não irá conseguir um emprego?
    Palavras hoje no mundo que vivemos nos caracterizam, então cuidado com o que diz!

    • Gustavo Costa

      Olá Paulo Felipe,

      Não precisam pagar o curso de inglês, há muitos sites gratuitos de gramática, dicionário e vocabulário. Ser autodidacta é muito bom. Nunca paguei um curso de ingles, estudei sozinho inglês por muitos anos. Para resolver as condições, as pessoas podem dedicar a dois cursos, um de inglês e outro de programação, ao mesmo tempo. Por exemplo, podes aprender programação na semana e inglês no fim de semana. Eu fiz isso, assim como um dos meus colegas de sala. Enquanto ele estuda alemão, chinês, coreano, italiano e japonês durante a viagem de carrinha para faculdade ou de autocarro para trabalho, ele estuda programação na faculdade.

      Não devemos nos limitar apenas ao inglês técnico, porque além do inglês técnico, inglês formal também é importante. Imagine um francês se interessar no teu aplicativo do computador que se tornou popular e internacional, mas ele teve um problema ou encontrou um bug, enviou-te reportando o bug e escrevendo em inglês. Conseguirás responder a ele em inglês?

      Tendo concluído o curso de área de TI na faculdade e feito muitos cursos de programação e de áreas de TI, mas não tendo feito curso de inglês, teria conseguido emprego nas microempresas que não pretendem tornar-se internacionais e se restringem apenas ao alvo brasileiro, mas não teria conseguido um emprego nas grandes empresas internacionais de TI.

  • Davyd Maker

    Ótimo vídeo Carlos, e concordo com o inglês ser sim fundamental tanto para melhores oportunidades quanto para adquirir conhecimentos. Ainda não sou fluente em inglês, mas aprendi o básico com jogos desde cedo.
    Além das dicas que você deixou, considero levar em conta também me familiarizar com o inglês em tudo, seja no idioma nativo do meu celular, notebook, das aplicações, etc… creio que assim a demanda de aprendizado do inglês aumentará.

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